um nómada e vagabundo
Contos, devaneios e histórias, sem um fim. Obriga o leitor a chegar às suas próprias conclusões, utilizando para isso as suas crenças, preconceitos e experiências de vida.
Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
Sábado, 4 de Julho de 2009
A primeira vez que te vi.
Quando eu te vi pela primeira vez e tive o azar de olhar para os teus olhos, senti a intensidade
da luz das estrelas, da lua e do sol a entrarem dentro de mim naquela noite escura junto da
praia, quando estavas a olhar para as estrelas.
Assim que retirei o meu olhar do teu rosto, fiquei a ver a tua face por tudo o que era sítio,
projectada naquele mar negro e em todo o universo. Foi algo que nunca irei esquecer.
Mesmo hoje, quando fecho os meus olhos, ainda sinto o clarão do teu olhar.
Como foi isso acontecer comigo? Não podia acontecer, especialmente quando tenho e sou
tudo, mas contigo vi que as mulheres foram de facto a melhor criação que até hoje fiz. Sintome
como um deserto que despertou de um sonho e julga que ainda é o fundo do mar que
há muito deixou de existir por meu castigo.
Hoje limito-me a desenhar o teu rosto. Nunca mais o vou esquecer, nas dunas de todos os
desertos que um dia criei. Desenho o teu rosto, como prova do meu amor por ti, e quando o
vento tenta apagar, quando isso acontece, desenho-te no céu nas noites de Verão.
Sou e tenho tudo o que existe e, se te criei, também posso criar o teu rosto com estrelas e
astros.
Quando passarem alguns segundos para mim, mas muitos anos sobre ti, aí virás ter comigo
a este sumptuoso altar que é o universo. Nesse preciso momento irás admirar a obra que fiz
só para ti e por onde tu passaste.
da luz das estrelas, da lua e do sol a entrarem dentro de mim naquela noite escura junto da
praia, quando estavas a olhar para as estrelas.
Assim que retirei o meu olhar do teu rosto, fiquei a ver a tua face por tudo o que era sítio,
projectada naquele mar negro e em todo o universo. Foi algo que nunca irei esquecer.
Mesmo hoje, quando fecho os meus olhos, ainda sinto o clarão do teu olhar.
Como foi isso acontecer comigo? Não podia acontecer, especialmente quando tenho e sou
tudo, mas contigo vi que as mulheres foram de facto a melhor criação que até hoje fiz. Sintome
como um deserto que despertou de um sonho e julga que ainda é o fundo do mar que
há muito deixou de existir por meu castigo.
Hoje limito-me a desenhar o teu rosto. Nunca mais o vou esquecer, nas dunas de todos os
desertos que um dia criei. Desenho o teu rosto, como prova do meu amor por ti, e quando o
vento tenta apagar, quando isso acontece, desenho-te no céu nas noites de Verão.
Sou e tenho tudo o que existe e, se te criei, também posso criar o teu rosto com estrelas e
astros.
Quando passarem alguns segundos para mim, mas muitos anos sobre ti, aí virás ter comigo
a este sumptuoso altar que é o universo. Nesse preciso momento irás admirar a obra que fiz
só para ti e por onde tu passaste.
Dá-me as palavras.
Dá-me as palavras para não dizer nada quando estou à tua frente, tu que nada me dizes.
Apenas tenho vontade de te amar mas, depois, nada quero sentir, nada sinto por ti.
Dá-me as palavras para te dizer tudo, tudo o que sinto por ti quando estou a fazer
amor contigo mas, depois, quero estar longe de ti, tão longe que não possa sentir o
teu cheiro.
Tenho vontade de te mandar à merda, mas não consigo. Sou eu que sou uma merda
de homem sem coragem para te dizer o quanto te desejo, mas facilmente me escondo
na minha cobardia de criança. Infantilidade a minha de achar que te amo, quando na
realidade o que eu quero é apenas o teu corpo a tocar no meu como se de um objecto se
tratasse, isso é o que pretendo. Pretendo tratar-te como se fosses um objecto delicado
e, quando acabasse de brincar com esse objecto – tu – nada dirias por ter terminado.
Sairia logo depois de o (te) arrumar na prateleira e só da próxima vez, fosse quando
fosse, voltaria a lhe (te) pegar. Porquê que é não fazes o mesmo, utiliza-me quando
quiseres e depois manda-me à merda.
Dá-me as palavras para te dizer isto, agora quando estamos os dois aqui deitados a
fazer amor.
Apenas tenho vontade de te amar mas, depois, nada quero sentir, nada sinto por ti.
Dá-me as palavras para te dizer tudo, tudo o que sinto por ti quando estou a fazer
amor contigo mas, depois, quero estar longe de ti, tão longe que não possa sentir o
teu cheiro.
Tenho vontade de te mandar à merda, mas não consigo. Sou eu que sou uma merda
de homem sem coragem para te dizer o quanto te desejo, mas facilmente me escondo
na minha cobardia de criança. Infantilidade a minha de achar que te amo, quando na
realidade o que eu quero é apenas o teu corpo a tocar no meu como se de um objecto se
tratasse, isso é o que pretendo. Pretendo tratar-te como se fosses um objecto delicado
e, quando acabasse de brincar com esse objecto – tu – nada dirias por ter terminado.
Sairia logo depois de o (te) arrumar na prateleira e só da próxima vez, fosse quando
fosse, voltaria a lhe (te) pegar. Porquê que é não fazes o mesmo, utiliza-me quando
quiseres e depois manda-me à merda.
Dá-me as palavras para te dizer isto, agora quando estamos os dois aqui deitados a
fazer amor.
A dedicatória.
Poderia escrever uma dedicatória, talvez esse fosse o objectivo, mas como gosto de projectar
diferentes realidades resolvi escrever uma história sobre ti.
Pode ser verdadeira ou apenas fruto da minha imaginação, mas numa coisa podes crer,
é como se de uma tela tratasse, com o teu rosto imbuído em tons de azul. Como não fui
abençoado pelo dom do desenho, fiquei pelo conto. Só espero que gostes dos diferentes
tons de azul. Contudo, o teu rosto em perfil encontra-se desenhado, basta ler com alguma
atenção.
A única maneira de eu saber que um dia irás receber esta dedicatória em forma de tela
escrita com o teu rosto é coloca-la numa garrafa de cerâmica cozida nos fornos de Saturno e
jogá-la ao mar. O mesmo mar que circunda a ilha onde tu nasceste e da qual um dia partiste,
sem partilhares a dor da despedida com alguém.
Talvez um dia a queiras abrir quando a encontrares. Até lá deixa-me sentir saudades tuas.
Se também sentires saudades minhas, volta a tapar e devolve novamente ao mar.
Certamente que um pescador a irá recolher nas suas redes de pesca e irá criar uma nova
deusa com o teu nome. Todos irão desconhecer o significado desse estranho nome excepto
eu, que o criei só para ti.
diferentes realidades resolvi escrever uma história sobre ti.
Pode ser verdadeira ou apenas fruto da minha imaginação, mas numa coisa podes crer,
é como se de uma tela tratasse, com o teu rosto imbuído em tons de azul. Como não fui
abençoado pelo dom do desenho, fiquei pelo conto. Só espero que gostes dos diferentes
tons de azul. Contudo, o teu rosto em perfil encontra-se desenhado, basta ler com alguma
atenção.
A única maneira de eu saber que um dia irás receber esta dedicatória em forma de tela
escrita com o teu rosto é coloca-la numa garrafa de cerâmica cozida nos fornos de Saturno e
jogá-la ao mar. O mesmo mar que circunda a ilha onde tu nasceste e da qual um dia partiste,
sem partilhares a dor da despedida com alguém.
Talvez um dia a queiras abrir quando a encontrares. Até lá deixa-me sentir saudades tuas.
Se também sentires saudades minhas, volta a tapar e devolve novamente ao mar.
Certamente que um pescador a irá recolher nas suas redes de pesca e irá criar uma nova
deusa com o teu nome. Todos irão desconhecer o significado desse estranho nome excepto
eu, que o criei só para ti.
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